terça-feira, 21 de agosto de 2007

A vida numa bactéria

Essa semana estou cobrindo o Congresso Internacional de Imunologia, que está acontecendo no Rio. Hoje entrevistei um Prêmio Nobel de Medicina, Rolf Zinkernagel. Tenho uma admiração profunda a pessoas que dedicam 30 anos de sua vida ao estudo de uma bactéria (Nesse caso não é nem a uma bactéria, mas sim a desvendar o mecanismo que o sistema imunológico utiliza para diferenciar uma célula sadia de uma infectada por vírus, mas jornalista tem mania de simplificar tudo, ô raça :-)).
Eu tenho minhas dúvidas se consigo dedicar esse tempo todo a um casamento ou a uma profissão, que dirá a um assunto micro-super-ultra-mega-blaster específico.
Detalhe que a entrevista foi em inglês. Fiquei mais perdida do que cego em tiroteio. Minha melhor definição de jornalismo é que é a arte de cair de pára-quedas. Não pode demonstrar nem muita ignorância, como se ignorasse totalmente o assunto, nem muita arrogância, como se o dominasse.
Conclusão: Meu inglês está péééééssimo. Entendo quase tudo, mas eu falo e ninguém me entende :-( Preciso de uma reciclagem urgente. Só não sei que horas, se nem um curso online que eu me inscrevi DUAS VEZES sobre outro assunto eu consegui terminar de fazer... Acho que como todos os meus outros projeto de estudos, vou adiar mais um pouquinho, até a Cat ter dois anos. Quero ver qual vai ser a minha desculpa depois disso (qdo voltei a trabalhar me prometi que todo meu tempo livre seria para ficar com ela, pelo menos até que completasse dois anos, não me dedicaria a nenhum outro projeto pessoal).

2 comentários:

Anônimo disse...

hahahahahahahaha
Eu tenho umas classificações como essa das mães, só que para homens ... achei o máximo ...
Boa Sorte para vcs, adoro os textos da Fabi, tb sou jornalista, só que frustrada ... ou melhor ... frustradíssima ...
Virei leitora assídua
mil beijos
Kika

Raphaela disse...

Ih Fabi, Igor tem 3, faz 4 anos jájá e a coragem me falta de emendar do trabalho pro curso de pós. Mas tenho fé que isso vai mudar. Me me encher de coragem pra me dedicar aos cursos, aulas de dança, peladas de vôlei e coisas do gênero. O danado é que aqui onde trabalho tem um programa de capacitação profissional. O povo já tá cobrando uma especialização... quero só ver! Olha, adorei o espaço de vcs... muito bacana mesmo. Um beijo!